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Dia Mundial da Prevenção do Afogamento - 25 de julho

A 25 de julho assinala-se o Dia Mundial da Prevenção do Afogamento, instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2021. Esta data tem como objetivo sensibilizar para o impacto do afogamento enquanto problema de saúde pública e reforçar a importância de medidas preventivas simples, eficazes e capazes de salvar vidas.

Em 2026, o tema internacional é “Unidos para mudar a maré”, sublinhando que a prevenção depende da ação coordenada de famílias, comunidades, entidades públicas, organizações e de todas as pessoas que frequentam praias, piscinas, rios, lagos, albufeiras ou outros espaços aquáticos.


O afogamento continua a provocar cerca de 300 mil mortes por ano em todo o mundo. Apesar da redução da taxa global de mortalidade nas últimas décadas, continua a afetar de forma significativa crianças e jovens, sendo muitos destes acidentes evitáveis através de vigilância, educação para a segurança aquática, utilização de equipamentos adequados e cumprimento das regras de segurança.


Em Portugal, os dados recentes reforçam a necessidade de atenção. Entre 2020 e 2024, mais de 60 crianças e jovens perderam a vida por afogamento e várias dezenas necessitaram de internamento hospitalar. O risco aumenta nos meses de verão e pode ocorrer em poucos segundos, de forma silenciosa, mesmo em locais aparentemente seguros ou com pouca água.


Embora entidades como o INEM, a Autoridade Marítima Nacional, a GNR, a APSI e os corpos de bombeiros desempenhem um papel essencial na resposta e sensibilização, a prevenção começa na adoção diária de comportamentos seguros: respeitar a sinalização, escolher locais vigiados, supervisionar crianças de forma contínua e evitar comportamentos de risco.


Medidas essenciais de prevenção

A maioria dos afogamentos pode ser evitada através de medidas preventivas simples, consistentes e adequadas ao contexto.



Manter uma vigilância ativa e permanente


As crianças devem ser supervisionadas continuamente sempre que estejam dentro ou perto de água. A utilização de boias, braçadeiras ou outros equipamentos não substitui a vigilância de um adulto.



Escolher locais vigiados


Nas praias, devem ser privilegiadas as zonas com vigilância de nadadores-salvadores, respeitando sempre as bandeiras, a sinalização existente e as indicações das autoridades.



Utilizar equipamentos de flutuação adequados


Em embarcações e atividades aquáticas, deve ser utilizado um colete salva-vidas adequado ao peso e ao tamanho de cada pessoa. As boias e os colchões insufláveis são objetos recreativos e não equipamentos de segurança.



Aprender a nadar e conhecer as regras de segurança


A aprendizagem da natação e das regras de segurança na água contribui para reduzir o risco de afogamento. Saber como pedir ajuda e conhecer técnicas de salvamento seguro também pode fazer a diferença numa situação de emergência.



Evitar o consumo de álcool


O álcool reduz a capacidade de avaliar o perigo e afeta os reflexos, o equilíbrio e a coordenação, aumentando o risco durante a prática de atividades aquáticas.



Evitar comportamentos de risco


Não mergulhar em locais desconhecidos, não nadar sozinho e avaliar sempre as condições do mar, das correntes e do estado do tempo antes de entrar na água.


Como agir perante uma situação de perigo?

Perante uma pessoa em dificuldades, deve chamar imediatamente o nadador-salvador ou ligar para o 112. Não entre na água para tentar efetuar o resgate, caso não tenha formação e condições de segurança para o fazer, pois poderá também colocar a sua vida em risco.

Sempre que seja possível fazê-lo em segurança, sem se colocar em perigo, procure lançar à vítima um objeto flutuante e siga as indicações transmitidas pelos serviços de emergência.


Na água, alguns segundos podem fazer toda a diferença. A prevenção, a vigilância e o respeito pelas regras de segurança são os melhores aliados para desfrutar do verão em segurança.


Leituras recomendadas e fontes de referência


 
 
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