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Dia Internacional do Cancro do Ovário - 8 de maio


Assinala-se no dia 8 de maio o Dia Mundial do Cancro do Ovário, uma data dedicada à sensibilização para esta doença, promovendo a informação, a prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O cancro do ovário é muitas vezes silencioso, sem sinais muito evidentes, nas fases iniciais, o que reforço a necessidade de se estar atento aos sinos do corpo e de manter vigilância regular da saúde.


O conhecimento é um passo fundamental para reduzir riscos e salvar vidas.


O cancro no ovário é caracterizado pelo crescimento descontrolado de células anormais no ovário, que conduz à formação de um tumor. Este tipo de cancro afeta maioritariamente mulheres na pré e pós-menopausa, com 80% dos casos diagnosticados em mulheres acima dos 40 anos de idade.


Apesar de ser pouco frequente, o cancro do ovário é um dos cancros ginecológicos mais letais, sendo a nona doença oncológica mais comum nas mulheres e a oitava mais mortal, com uma média de 380 mortes por ano.

Segundo dados do Observatório Global do Cancro (Globocan), em Portugal registam-se cerca de 600 novos casos de cancro do ovário por ano.


SINAIS DE ALERTA A QUE DEVE ESTAR ATENTA:

  • Inchaço abdominal frequente ou persistente;

  • Dor ou desconforto na zona pélvica ou abdominal;

  • Aumento do volume abdominal sem explicação aparente.

  • Sensação de saciedade rápida ou perda de apetite;

  • Alterações persistentes nos hábitos intestinais ou urinário;

  • Cansaço incomum e persistente.


Embora estes sintomas possam estar ligados a outras situações menos graves, se forem frequentes, combinados e/ou durarem várias semanas, devem motivar avaliação médica.

Não existe uma forma única de prevenir todos os casos, mas ouvir os sinais do corpo e procurar ajuda cedo, pode fazer uma diferença importante.


A prevenção e detecção precoce do cancro do ovário são fundamentais para a sua cura.


FATORES DE RISCO:

  • Antecedentes familiares de cancro;

  • Antecedentes pessoais de cancro, tais como cancro da mama, útero, cólon ou reto;

  • Idade superior a 55 anos;

  • Nunca ter engravidado;

  • Terapêutica hormonal na menopausa, com a utilização de estrogénio.


É importante lembrar que, atualmente, não há um rastreio de rotina universalmente recomendado, existindo apenas em situações de maior risco um seguimento, que deve ser definido pelo médico e pode incluir uma vigilância mais próxima, com periodicidade ajustada a cada caso.


CUIDADOS A TER:

  • Manter consultas médicas regulares e exames de rotina;

  • Não ignorar sintomas persistentes ou fora do habitual;

  • Adotar um estilo de vida saudável;

  • Promover conversas abertas sobre a saúde feminina, ajudando a quebrar tabus.


A investigação científica continua ativa, incluindo estudos sobre vacinas terapêuticas e novas abordagens em oncologia, mas ainda sem uma vacina preventiva específica para o cancro do ovário.


Neste Dia Mundial do Cancro do Ovário, convidamos todos a refletir, informar-se e partilhar conhecimento, contribuindo para uma maior consciência sobre esta doença.

Para mais informações, devem consultar a página da Liga Portuguesa Contra o Cancro 

 
 
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